quinta-feira, 17 de novembro de 2016

aviso: sobre um erro em meu blog

Olá amigos que passam por aqui!

Infelizmente tive um probleminha com as fotos do blog e a maioria delas sumiu. Achei uma porção de fotos hospedadas em um ábum do picasa e achei que poderia excluir, afinal, nunca quis que estas fotos ficassem em nenhum outro lugar além do blog. Mas parece que o picasa era uma plataforma de armazenamento do bloguer (é esse o termo correto?). Bem, não sei quanto tempo levarei para recolocá-las todas aqui mas estou fazendo isso. Enquanto isso, desculpem o transtorno das receitas sem foto.

Talvez em breve eu migre este blog para o wordpress. Parece que ele é bem melhor. Só não sei como ficam as pessoas que já tem este endereço, se elas serão direcionadas. Caso alguém possua esta informação e possa opinar sobre isso, se o wordpress é melhor e tal, eu fico muito agradecida que me deixe um comentário. 

Obrigada e até breve!

sábado, 12 de novembro de 2016

aproveite seu pão: farofa de pão e pudim de pão com laranja e rum

O desperdício é uma coisa que nos acostumamos fácil, jogar fora comida que poderia ser reciclada tornou-se uma prática muito comum e que, às vezes, passa despercebida. A correria do dia a dia nem sempre ajuda a melhorar essa situação. E, se você não trabalha na área, não cozinha em casa, nem se interessa por agricultura e alimentação, dificilmente você vai sentir dor no coração ao jogar fora algum alimento em bom estado. 
No meu caso, eu cresci numa família em que tudo era sempre aproveitado nos mínimos detalhes e, meus pais, que passaram por maus bocados e até dificuldades pós guerra, lá em Portugal, onde não se conseguia mantimentos com fartura, sempre tiveram uma relação de muito respeito com o alimento. Outra coisa que eles sabiam, era o suor necessário pra plantar e o tempo que a natureza demorava pra retribuir esse suor em forma de alimento. 
Assim, uma das coisas que sempre esteve presente comigo na vida e agora na faculdade é pensar o alimento como algo sagrado. E aí aconteceu que uma colega da faculdade estava afim de fazer o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) sobre Gastronomia Sustentável. E eu adorei, aceitei prontamente. Estamos desenvolvendo um trabalho que engloba receitas com aproveitamento total dos ingredientes, receitas com ingredientes normalmente descartados ou PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Essa última sigla me levou a comprar um livro (na verdade é uma bíblia) sobre o assunto e a participar de uma oficina ministrada pela Neide Rigo (essa mulher é incrível) e fiquei ainda mais apaixonada, mais plantadora de ervas e mais louca pra experimentar cada vez mais matos esquisitos. 
Mas o que eu vim dizer é sobre o pão. E, sobretudo, se você faz o seu pão, você não vai querer desperdiçar nem um pouco dele. Mas se o seu pão já tem uns dois dias e se tornou meio durinho, e você não está gostando de comer ele assim, então você pode fazer uma farofa ou um pudim de pão, ou colocar na almôndega, ou criar uma receita com ele.

Vou dizer mais ou menos como fiz, mas sem receita exata, porque você vai fazer a sua de acordo com o tanto de pão que sobrou na sua casa.

Farofa de pão

Corte o pão em cubos, torre até virar uma torrada, em forninho elétrico ou a gás. Espere esfriar e coloque em um saco plástico grosso. Amasse com um rolo de macarrão ou dê batidinhas, de modo que o pão seja triturado. Não se preocupe, você pode deixar uns pedaços maiores e outros menores, deixar irregular, isso fica interessante. Reserve essa "farinha rústica de pão". 

Em seguida refogue numa frigideira cebola, verduras da sua geladeira, sementes como de girassol ou abóbora e temperos como cheiro verde, cominho, páprica ou outros de sua preferência. Você pode refogar com azeite ou manteiga. A ideia aqui é usar o que você tem em casa pra poder aproveitar tudo junto com esse pão. 
Junte o pão triturado e misture bem por um minuto com fogo ligado, sempre mexendo pra não queimar. Desligue e sirva imediatamente.

Na minha farofa dessa foto, usei meu pão de fermentação natural, mais sementes de abóbora tostadas que sobraram dos nossos testes de pratos do TCC, mais cominho, folhas de bertalha coração que ganhei de uma vizinha (uma PANC), flores de capuchinha e buva, outra PANC que nasce sozinha nos vasos aqui de casa e cuja folha tem gosto picante. Temperei com azeite, pimenta do reino e sal rosa do himalaia. Ficou bem bom.


Pudim de pão com laranja e rum
Pegue o pão amanhecido, corte em cubos e cubra com leite para amolecer. Enquanto isso, faça um caramelo com 5 colheres de sopa de açúcar e deixe que ele derreta totalmente, mexendo sempre pra não queimar. Acrescente suco de uma laranja ao caramelo e deixe que ferva até ficar numa consistência de calda levemente espessa. Coloque em uma forma de buraco e deixe descansar até esfriar e ficar endurecida.  
Enquanto isso, o pão já deve estar totalmente amolecido e bem molhado. Caso vá usar um pão mais duro como o italiano, ou uma broa, bata rapidamente com um mixer para desmanchar um pouco o pão. Em seguida, junte um ovo inteiro, açúcar a gosto, raspas de laranja, um pouco de rum e ameixa seca sem caroço em cubinhos. Misture bem e leve ao forno na fôrma caramelizada em banho maria, forno médio, até que fique dourado. 
Aqui eu usei duas metades de dois pães de fermentação natural que, somadas deviam ser equivalentes a um pão italiano pequeno. A consistência do pudim antes de ir ao forno é quase líquida. 




Pudim de pão não só é sustentável, como é confortante, é um doce antigo que certeza que lembra a vó de muita gente. É um doce que nem precisa ser muito doce, nem tem coisas artificiais, por isso também é comida de verdade.  

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

salada morna de quinoa com cenoura, passas e alcaparras

Olá leitores :)

Agora sei que tenho leitores, ou ao menos visitantes, pois de um tempo pra cá, descobri que tem como ver as estatísticas de visitas dia a dia, aqui no blog. Sério, eu fiquei todos esses anos na ignorância.

Muitas coisas aconteceram de um mês pra cá, um mês para ter um momento sabático é bem pouco, já posso adiantar que ainda não concluí muitas coisas, nem pensamentos, nem pendências que eu tinha pra resolver. Mas estou caminhando. É difícil organizar o tempo viu, não é nada fácil.

Uma coisa é certa, estou muito feliz porque estou fazendo o meu TCC sobre gastronomia sustentável com utilização de alimentos pouco convencionais e PANC. Uma colega me procurou querendo fazer sobre gastronomia sustentável e depois chegou mais outra colega interessada em receitas sem lactose e eu aqui louca pra inserir as PANC. E então já entregamos nosso pré-projeto, que foi aprovado. 

Ah, nesse meio tempo eu também fiz a oficina de PANC da Neide Rigo que eu estava louca pra fazer à séculos e não conseguia por causa do meu trabalho (um emprego pode restringir bastante a vida do estudante). Eu simplesmente amei essa oficina e voltei cheia de plantas numa sacola, uma mãe de Kombucha, que eu também acabei de descobrir o que é, e um teco do levain da Neide, que quase levei ao falecimento esta semana. 

Algumas mudas pegaram muito bem, agora tenho bertalha coração, jambú, ora-pro-nóbis, capuchinha e manjericão anis. ♥

E assim sigo caminhando, esta semana estamos em provas, amanhã tem bolo pra entregar e por aí vou, entre panelas, louça suja, kombucha, café, latidos de cachorros e livros. 

E agora, uma receitinha de salada de quinoa diferente e super fácil.

Ingredientes:

- 1 xícara de quinoa em grão
- meia cebola picada
- 1 cenoura pequena ralada
- ½ xícara de alcaparras 
- ½ xícara de passas fervidas e escorridas 
- gotas de limão, vinagre balsâmico, azeite, sal marinho e pimenta, o quanto baste 

Em uma peneira, lave a quinoa e coloque-a pra cozinhar em água fervente com um pouco de sal por exatos 18 minutos, aqui é bom você usar um timer. Escorra, passe água fria filtrada e reserve.
Ferva por 1 minuto as uvas passas e escorra bem, descarte essa água e reserve.
Refogue rapidamente a cebola picada e a cenoura com uma colher de chá de azeite, para que murchem e fiquem mais suaves. 
Em uma tigela coloque a quinoa, as passas, as alcaparras, a cenoura e cebola refogadas e tempere com gotas de limão siciliano, gotas de vinagre balsâmico, azeite, sal marinho (ou sal rosa do himalaia) e pimenta do reino moída na hora. Fica uma delícia!


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

bolo de frutas carameladas

Esta semana que passou, ganhei de presente umas carambolas orgânicas que não estavam lá muito doces. Pensei em dar um destino a elas que não fosse suco ou algo assim comum. Então me lembrei desse bolo de frutas carameladas que minha mãe sempre fazia com bananas (e há também quem faça com abacaxi) e me deu uma vontade danada de comer esse bolo. 
Fui direto no caderno de receitas da minha mãe, esse que aparece uns dois posts abaixo, e logo fiquei pasmada com a quantidade de açúcar do bolo. Além do caramelo, a receita dela leva três xícaras de açúcar pra duas de farinha. Engraçado, não me lembro de ser assim tão doce naquela época. O paladar vai mudando e vamos aprendendo coisas, que logo nos fazem mudar as receitas e, assim, uma receita vai se modificando ao longo dos tempos. 
Nas aulas de panificação e confeitaria, aprendemos que o açúcar nunca deve superar a quantidade de farinha, então fiz as modificações conforme a receita a seguir e garanto que o bolo ficou doce o suficiente pra contrastar com o azedinho da carambola e ficar harmonioso. Bom, ele acabou rapidinho. 

 Lá vamos nós à receita:

A primeira coisa que você vai precisar fazer é uma calda de caramelo e então você vai forrar o fundo de um refratário de vidro com essa calda. Ou, como eu fiz, vai colocar papel manteiga no fundo de uma forma redonda (a minha tinha 26 cm de diâmetro) untada com manteiga, pra grudar o papel manteiga e, sobre a folha de papel manteiga vai colocar a calda de caramelo. 

Calda de caramelo

-1 xícara de chá de açúcar
-1/2 de xícara de chá de água quente

Coloque o açúcar em uma pequena panela de fundo grosso. Derreta o açúcar em fogo baixo, mexendo delicadamente pra não deixar queimar, quando estiver todo derretido, coloque a água e espere que ferva um pouco até que a calda fique homogênea e em ponto de caramelo, mas não muito grosso. Cuidado, se seu açúcar queimar, sua calda ficará escura e amarga, então descarte e faça novamente. Ele deve ficar com cor de caramelo e sem amargor. 

Feito isso, forre o refratário escolhido conforme as instruções acima.

Frutas

- Sugestão: 3 bananas (cortadas de comprido) ou 6 carambolas ou 1/2 abacaxi em rodelas

Enquanto a calda esfria um pouco, você deve lavar as frutas, retirar as cascas ou, no caso da minha fruta escolhida, eu tirei só aquelas pontinhas duras que a carambola tem em cada extremidade do que parece ser uma estrela, depois de cortada. Então limpei as carambolas, sequei com papel toalha, cortei em rodelas e dispus sobre a calda forrando todo o fundo da forma e reservei. Conforme o caramelo vai esfriando, a fruta vai grudando nele e fica mais fácil dela não sair do lugar na hora em que você colocar a massa do bolo. 

Massa do bolo

- 3 ovos
- 3 colheres de sopa de manteiga
- 2 xícaras de açúcar (pequena modificação! ;)
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 xícara de leite (ou leite vegetal)
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Bata o açúcar com a manteiga, junte as gemas e o leite, batendo até ficar uma massa uniforme. 
Acrescente a farinha e as 3 claras batidas em neve, misturando com cuidado. Coloque na forma, sobre a fruta escolhida, com cuidado para não tirar as frutas do seu lugar (a esta hora elas já devem estar unidas ao caramelo que esfriou e ficou mais espesso). 

Observação: eu aromatizei o leite com um pouco do meu extrato de baunilha natural que fiz com fava de baunilha e rum. E também coloquei algo como uma colher de sobremesa de farinha de beterraba na massa porque eu queria minha massa cor de rosa. Deu mais ou menos certo. ;)







segunda-feira, 5 de setembro de 2016

bolos, bolinhos e bolões: o cardápio de bolos está no ar!

Olá,

Hoje vim aqui só pra dizer que o cardápio de bolos, bolinhos e bolões, já está no ar.

Aberta a temporada de aceitar encomendas. 




quinta-feira, 18 de agosto de 2016

3 receitinhas muito fáceis, veganas e deliciosas pro café da manhã

Hoje estou dando uma passada rápida pra deixar três receitinhas em um post só, já que todas são bem fáceis, mamão com açúcar. E depois, o tempo voa demais, nunca pensei que passar um dia estudando fizesse o tempo passar tão rápido. Estou achando uma delícia!
Estou tentando dividir os meus dias entre estudar, cuidar da casa, plantas, bichos, dar um rolê pela cidade e testar receitas, aliás, acho que as ideias brotam mais do que o tempo que estou tendo pra gastar testando essas ideias. Então, vamos lá com essas receitinhas coringa, que logo vem mais coisa boa e mais caprichada por aí.

❤  Mingau de aveia com cacau

Ingredientes:
-1 copo americano de leite de coco, amêndoa ou outro leite da sua preferência;
-2 colheres de sopa de farelo de aveia; 
-1 colher de sopa de açúcar demerara; 
-1 colher de chá de cacau em pó; 

Misturar tudo e levar ao fogo mexendo sempre até virar um creme. Cobertura opcional de nibs de cacau da Amma Chocolate 
Rende 1 porção.



❤  Creme de abacate com limão siciliano e chia

Ingredientes:
-1 abacate pequeno
-1/2 limão siciliano espremido
-2 colheres de sopa rasas de açúcar orgânico 
-2 colheres de chá de sementes de chia
 Bater todos ingredientes no liquidificador e servir com a chia por cima. Rende duas porções.



❤  Bebida cremosa de banana e leite de coco

Ingredientes:
 -1 banana nanica congelada em cubos
 -1/2 copo americano de leite de coco
 -nibs de cacau pra decorar (opcional)

Essa receita é muito legal porque você pode aproveitar as bananas maduras, descascá-las, congelar as bananas em rodelas em saquinhos e suas bananas jamais estragarão. Além disso, fica delicioso e nem precisa de açúcar, fica muito saudável e nutritivo. 
Basta bater a banana congelada com o leite de coco até virar uma bebida bem cremosa e decorar com os nibs de cacau (ou castanhas picadas) a gosto. 


Quem não gosta de coisas cremosas? Cremosidade é vida, não? 
Volto em breve com estreia do meu cardápio de bolos, bolinhos e bolões  e mais uma receita muito caprichada e gostosa :)


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

sobre meu momento sabático e uns biscoitinhos aconchegantes

Faz dois anos, em julho de 2014, escrevi um post aqui no blog que dizia "pensando em mudar tudo". E então, poucos meses depois, estava começando o curso de gastronomia, onde já estou no 4º e último módulo. Era fato que não estava feliz no meu emprego, que também nada tinha a ver com a minha outra faculdade. Eu era uma publicitária que nunca trabalhou como publicitária, uma assistente administrativa mediana, dessas que faz de tudo um pouco, desde café até secretariar o patrão nas suas coisas pessoais. Estava estável na firma, sendo pessoa confiável do patrão, e só. É, eu falo patrão e firma e várias pessoas tiram um sarro disso (risos).
Bom, o fato é que nesses dois anos, comecei a pensar, pensar, tomar mais contato com as coisas que de fato gosto e pah! Ficou insustentável de continuar a fazer aquele trabalho tão estável, que me sustentou por 10 anos. Sou imensamente grata por isso, mas chegou a hora de andar com as minhas pequenas pernas para outra freguesia, como diria dona Rosita.
E assim foi que chutei o balde e larguei meu emprego (ou melhor, pedi pro patrão me dar o chute no balde) pra me relacionar com o mundo através da minha comida. Acho que meu terapeuta diria que é um grande avanço, achar um modo de me relacionar melhor com o mundo e finalmente tomar alguma atitude nessa vida. E, apesar de muita gente achar que eu estou piradona, de fazer isso em plena crise, há muito tempo não me sentia tão livre e tão bem. Com frio na barriga, é verdade, mas com um monte de possibilidades pela frente.
Estou afrouxando a gravata, me dando de presente este mês de folga, de andar por aí e ver a cidade de dentro do ônibus, de ir a lugares que nunca tinha tempo pra ir. Também pretendo fazer alguns cursos, neste mês e no próximo.
E agora, pensando ainda mais um bocado, olhei pra este caderno de receitas que era da minha mãe, que deve ter uns 30 e poucos anos, me lembrei que, desde muito pequena, sempre fui dada a ficar rodeando a cozinha e virar as páginas desse caderno. Algumas vezes, sábado a tarde, depois de passar lustra móveis na mobília da sala, assistindo Chacrinha, minha mãe me deixava escolher uma receita e ajudar a preparar um bolo. Eu me lembro de prestar atenção a muitas coisas que ela fazia, o cheiro do fermento de pão, da abóbora cozida que ela colocava na massa da broa, do bolinho de abobrinha frito que era simplesmente divino, de ficar pendurada na cozinha dela e da minha querida vó postiça que morava ali na casa ao lado (e que logo terá um post aqui só dela) e das delícias que ela preparava. 

Então, talvez eu só esteja retomando a minha essência, de voltar a me lembrar de quem eu sou e do que eu gosto.

Eu dedico esse post ao amor da minha vida, a outra canceriana desta casa, Carla. Sem o seu apoio, essa minha nova jornada não seria possível. Obrigada por me dar coragem e querer me ver livre e feliz.

E agora uma releitura dos Biscoitinhos do João

Essa letra no caderno deve ser a minha letra quando eu tinha uns 12 anos e o João era amigo da minha irmã. Sim, era um caderno com colaborações diversas. :)


Esse biscoito é como uma goiabinha só que a massa é mais leve, bem macia e leve. Na minha versão, usei bananada ao invés de goiabada e um toque de canela. Também usei leite de coco ao invés de leite e não descartei as claras. Ou seja, segue a receita remodelada, que acabou rapidíssimo, apesar de dar vários biscoitos:

- 250 g de farinha de trigo
- 100 g de manteiga
- 1/2 copo de açúcar orgânico
- 1 colher de café de canela em pó
- 2 ovos inteiros 
- 1 colher de chá de fermento em pó
- leite de coco até dar ponto (aprox.1/4 de copo)
- óleo de coco para untar as assadeiras

Bater os ovos com o açúcar, acrescentar a manteiga derretida, a farinha, a canela e o fermento. Bater bem numa batedeira pra massas pesadas ou amassar com as mãos, colocando o leite de coco conforme a necessidade, até que a massa fique lisa e homogênea. Ela deve ficar uma massa lisa, levemente "grudenta" mas não pegajosa demais. Você deve fazer bolinhas bem pequenas com as mãos untadas com óleo de coco e colocá-las nas assadeiras. Em cima de cada bolinha coloque um pedaço de bananada (ou outro doce) e afunde esse pedaço de bananada com o dedo na massa do biscoitinho. Leve ao forno médio pré aquecido por aproximadamente 25 minutos. Olhar de vez em quando pois a potência do forno pode variar esse tempo. O biscoito deve ficar bem sequinho e com uma fina crosta por baixo. Espere esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro com canela em pó misturada (1 colher de café de canela para 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro).




Esses biscoitos ficaram puro aconchego. Há quem chame isso de "confort food" mas, como prefiro sempre palavras em português, chamo de comida aconchegante mesmo :)


Até breve.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

hambúrguer de ervilha com shitake

Quem acha que hambúrguer vegetariano não pode ser bom, precisa experimentar esse. No geral, todos os hambúrgueres que são feitos com cogumelos e leguminosas ficam bem gostosos.
Por falar nisso, a soja é algo que tem ficado cada vez mais ultrapassado no cardápio dos vegetarianos. Quando analisamos um pouco mais a fundo, a proteína texturizada de soja, presente em vários hambúrgueres, é resultado de um processo industrial que modifica muito as propriedades do ingrediente. Ingrediente esse que tem sido produzido em larga escala através de sementes transgênicas e muito agrotóxico. Por isso, aquela coisinha texturizada de soja não deve ser muito boa e você pode usar muitas outras coisas no seu lugar.

Ingredientes:

- 250 g de ervilhas frescas cozidas em água e sal 
- 6 unidades de cogumelos shitake previamente hidratados em fundo de legumes
- 2 colheres de sopa de farinha de banana verde 
- 1/2 cebola em brunoise (o menor cubo)
- 2 colheres de sopa de azeite
- salsinha e cebolinha a gosto
- sal e pimenta do reino a gosto
- cominho moído (opcional)

Cozinhe bem as ervilhas, amasse-as com um garfo e reserve.
Hidratar os cogumelos em caldo de legumes quente por 2 horas, espreme-los bem e cortar em brunoise.
Em uma panela, refogue a cebola com o azeite e, em seguida, acrescente os cogumelos picados,  os demais temperos,  as ervilhas amassadas. Desligar o fogo, acrescentar a farinha e misturar muito bem, até formar uma massa homogênea. 
Forrar uma bandeja com papel manteiga e pincelar um pouco de óleo.
Com a ajuda de um aro de metal, moldar os hamburgueres sobre a folha de papel manteiga, pressionando-os bem com as mãos, para que fiquem prensados e que se possa retirar o aro de cada um deles.
Leve-os ao freezer nessa bandeja para que endureçam um pouco antes de fritar. Quando estiverem firmes já podem ser fritos ou grelhados com um fio de óleo de girassol. 
Para guardar-los congelados, basta esperar que congelem ainda na bandeja e depois de congelados, basta guardar como preferir, num pote plástico ou em saquinhos individuais para congelados. 





Obs:
- você pode usar shitake desidratado, como eu fiz aqui, ou fresco, caso encontre com facilidade;
- as ervilhas, usei das congeladas;
- usei a farinha de banana verde pra dar liga pois a minha ideia era fazer um hambúrguer sem glúten e funcional, mas ela pode ser substituída pela farinha de trigo sem problemas;
-Na segunda foto, servi o hambúrguer com creme de taioba, uma versão do creme de espinafre, só que com taioba, minha nova paixão :) 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

pudim de iogurte e coco com calda de frutas e cachaça

 Olá!

Conforme prometido no meu post anterior, aqui estou com a receita do pudim que fiz com o kefir.

Esse pudim é uma dessas receitas bem simples, que qualquer pessoa pode fazer rapidinho e surpreender, porque fica delicioso. Então, se você marcar um jantar de última hora, é uma ótima pedida.

Ingredientes do pudim:

-1 lata de leite condensado 
-3 copos de iogurte natural integral (firme) ou coalhada
-3 colheres de sopa de coco ralado
-manteiga para untar a forma

Unte a forma escolhida apenas com manteiga e reserve. Bata os ingredientes do pudim no liquidificador até que fique bem homogêneo. 
Se você for usar o iogurte de kefir, deixe-o escorrer o soro (no pano) por pelo menos duas horas, lembre-se que seu iogurte deve ser firme.
Leve o pudim ao forno, na forma escolhida e previamente untada, por exatamente 15 minutos, se possível, contados no timer. O forno deve estar pré aquecido a 180º/ 190º.
Passados os 15 minutos, retire do forno e leve para a geladeira.

Ingredientes da calda:

-5 figos
-10 morangos
-1/2 xícara de açúcar demerara
-1/2 xícara de água
-1/2 dose (onça) de cachaça 

Cortar as frutas em cubos pequenos, levar ao fogo com os demais ingredientes. Quando a calda engrossar e as frutas estiverem cozidas, acrescentar a cachaça e inclinar levemente a frigideira para a calda flambar. Ferver por mais 2 minutos e desligar. Deixar esfriar e servir sobre os pedaços de pudim.





quarta-feira, 22 de junho de 2016

como cuidar do seu kefir e o que fazer com ele

Muito bem, você ganhou um kefir. Um kefir é uma colônia de micro organismos, leveduras, que utilizamos para fermentar leite e fazer iogurtes, coalhadas e derivados. O kefir se alimenta da lactose do leite, resultando em um iogurte de ótima qualidade para nosso sistema digestório.
Há muitas instruções na internet sobre como cuidar dele, algumas muito simplificadas, outras muito complicadas, de modo que resolvi criar este tutorial do como eu cuido do meu kefir e o que costumo fazer com ele. 

1- Este é o kefir, ele lembra um pouco uma couve flor. A primeira coisa que você deve saber sobre ele é que nunca deve ser colocado em contato com metais. Dependendo da composição do metal, o kefir morre. Nesse caso, melhor sempre usar peneiras e colheres de plástico ou madeira.



2- Você ganhou o kefir e ele esteve no leite de alguém até ontem. Então, dentro de 3 a 4 dias no máximo, você deve colocá-lo no leite de novo, para que ele se alimente da lactose de novo (isto irá mantê-lo vivo). Prefira colocar no leite tipo A, pasteurizado, em temperatura ambiente. Deixe por dois dias, fora da geladeira, em recipiente semi-coberto, para que entre um pouco de ar. O resultado vai ser um iogurte bem cremoso.


3- Depois desses dois dias de fermentação, você deve coá-lo numa peneira grossa, de modo que o kefir fique separado do iogurte. Nesse momento você pode guardar o kefir na geladeira dentro de um pote bem fechado (foto 1) por até mais 4 dias. E o iogurte já pode ser consumido do modo como quiser.


4- Ou você pode colocar esse iogurte em um pano de algodão muito limpo (fervido e bem torcido) dessa forma: coloque o pano sobre a peneira, coloque o iogurte no pano, cubra com um prato e deixe descansar sobre um recipiente qualquer onde possa cair somente o soro do seu iogurte.


5- Um dia depois de escorrido, ele estará bem reduzido e é nesse momento que amarramos o pano com um barbante e o prendemos ao cabo da colher para que ele possa ser apoiado sobre o recipiente e escorrer por mais um dia ou dois.


6- O resultado será como um chancliche, só que um pouquinho mais azedo, delicioso pra passar no pão, torrada e afins. E você pode temperar com sal rosa, pimenta moída na hora, azeite, ou o que mais achar gostoso. Aqui na foto ele aparece do jeitinho que saiu do pano:


E agora, algumas formas bem gostosas de consumir. Exemplos:

Batido com morangos, mel e servido com banana e nibs de cacau.




No pudim de iogurte com coco (receitinha em breve!)



Observações:

-sempre guarde o seu kefir em geladeira por até 4 dias (fora do leite);

-se estiver ficando muito "gosmento" você pode lavá-lo com água mineral (ou sem cloro). Coloque-o na peneira e lave delicadamente. Porém, faça isso somente na hora em que for colocá-lo dentro do próximo leite. Se for guardar na geladeira, guarde com os resíduos do seu último iogurte mesmo, assim, ele vai tendo mais um pouco de alimento pra ir consumindo.


terça-feira, 14 de junho de 2016

arroz doce cremoso com suspiro

Um dia eu estava folheando um livro de receitas que alguém me mostrou e vi uma receita que se chamava "arroz doce à moda antiga". Dessa receita, a única coisa que me lembro e que me chamou muito a atenção, foi o fato de se colocar suspiro em cima do arroz doce e levar ao forno para dourar.
Acho que essa receita ficou na cabeça de certo modo e que outras influências como o arroz doce que minha tia Elsa fazia e o que costumo comer lá no indiano vegetariano Gopala, acabaram por resultar neste meu arroz doce. 

Vamos então à esta receita cremosa, perfumada e que pode ser servida quente ou fria, que eu chamo de "arroz doce cremoso com suspiro".

Ingredientes:

- 2 xícaras de chá de arroz agulhinha
- 2 sementes de cardamomo
- água suficiente para cozinhar o arroz (aprox 3 e 1/2 a 4 xícaras  de água)
- 2 gemas
- 2 claras
- 200 g de creme de leite leve (ou natas)
- leite a gosto (coloquei mais ou menos 200 ml)
- raspas de 1 limão siciliano pequeno
- 5 colheres de sopa de açúcar orgânico

Modo de fazer:

Coloque o arroz para cozinhar com água fria, sem lavar e com as sementes de cardamomo abertas para que as sementinhas de dentro saiam e perfumem o arroz. 
Enquanto isso, separe as gemas das claras e coloque as gemas sobre uma peneira para que escorram lentamente em um recipiente (fure a película das gemas para que elas escorram mais facilmente). Gemas passadas na peneira, misture a elas o creme de leite e reserve.
Quando o arroz estiver cozido, porém não com os grãos abertos, é hora de acrescentar a mistura de creme de leite e gemas e mais o açúcar. Misture bem em fogo baixo e na sequência acrescente o leite. O leite vai depender de quanto caldo você deseja no seu arroz doce. Mas eu creio que entre 150 a 200 ml ele vai ficar perfeito.
Deixe ferver mais 5 minutinhos em fogo muito baixo e desligue.
Coloque o arroz doce em cumbucas que possam ir ao forno. Ou numa travessa só, se preferir.
Bata as duas claras em neve com  uma pitada de sal marinho. Quando estiverem em ponto de neve, acrescente duas colheres de sopa de açúcar orgânico e bata até o ponto de suspiro. Misture as raspas de limão siciliano quase no final. Disponha sobre o arroz doce que você deixou esfriando nas cumbucas e leve ao forno médio até dourar (aproximadamente 20 minutos, depende do seu forno). 
Rendimento: 6 porções bem servidas. 

Obs: 
- eu prefiro sempre ovos orgânicos ou caipira (ovos de galinha feliz);
- também prefiro açúcar orgânico cristal;
- o leite eu prefiro do tipo A pasteurizado, aqueles de garrafinha ou saquinho;
- e nunca cozinho o arroz direto no leite, embora aquele cozinheiro Olivier faça assim e pareça dar super certo, acredito que é muito mais difícil conseguir acertar o ponto do cozimento do arroz ;) 




quarta-feira, 8 de junho de 2016

bolos, bolinhos e bolões

Correria muito grande. O blog anda um pouco abandonado de novo. Mas essa coisa de faculdade, mais trabalho, mais casa pra cuidar, mais seis bichos fofos, mais a vida nossa em si, não é mole mesmo. Então, logo logo eu vou fazer umas mudanças. Uma cara nova aqui no blog, uma mudadinha ali no instagram, um projeto novo que vai começando a tomar forma bem devagarinho. É só isso que posso dizer por enquanto. Em breve, pra me ajudar a segurar a onda dos novos projetos: bolos, bolinhos e bolões. ❤️


terça-feira, 29 de março de 2016

tofú assado picante da Carla

Olá,
Esse tofú era pra ser postado antes da páscoa, pois ele ficaria lindo fatiado e disposto num refratário comprido com um molho agridoce por cima. Seria uma ótima pedida para um cardápio festivo vegetariano. A Carla foi a inventora desse tofú que é super fácil e fica muito delicioso.

O resultado é uma casquinha picante por fora e sabor suave por dentro e a textura fica bem bacana. Principalmente se, assim como eu, normalmente você acha o tofú meio "aguado" (não sei se a palavra é bem essa). 

Bom, vamos à receita:

- 1 tofú inteiro
- 5 dentes de alho
- shoyu e azeite a gosto
- páprica picante ou pimenta (ou os dois) a gosto
- 1 colher de chá de gengibre ralado 
- cebolinha para decorar
- manteiga (opcional)

Faça uma mistura de shoyu, gengibre ralado, azeite, pimenta dedo de moça macerada ou páprica picante. Corte em lâminas ou esprema os dentes de alho e junte à marinada. Deixe o tofú de molho nessa marinada e vá virando para que ele pegue o sabor de todos os lados.

O shoyu e a pimenta vão depender de quanto salgado e quanto apimentado você vai querer o seu tofú.
O tofú é um alimento que demora para pegar gosto e ele vai ficar forte só na casquinha, lá no meio vai ficar bem suave. Então, nossa dica é, caprichar no tempero!

Levar ao forno em assadeira untada com azeite ou manteiga. Se o seu estiver com muito líquido da marinada, retire um pouco, coloque apenas um centímetro e reserve o restante para regar se necessário. Você pode acrescentar um pouco de manteiga também, na hora de ir pro forno, algo como uma colher de chá  (1ª foto).  

No forno, 40 minutos devem bastar para ele ficar pronto. 





nham, deu uma fome!

quarta-feira, 9 de março de 2016

cuscuz de tapioca com leite de coco caseiro

Um sábado desses eu levantei com vontade de bater perna lá na zona cerealista, então fui num empório daqueles que vende um milhão de coisas a granel, na rua Santa Rosa, e comprei tudo o que podia carregar. E voltei pela Rua 25 de março, num calor típico de verão às 13h, andando até o metrô São Bento, com a minha sacola tão cheia que ficava mais pesada a cada quarteirão, mas cheia de animação de cozinhar aquelas coisas todas. 
O caso é que lá encontrei a tapioca de bolinhas, que tanto tenho ouvido falar, as bolinhas que são menores que as do sagu e maiores que as de goma de tapioca. Elas não são muito comuns nos supermercados, ou pelo menos eu nunca vi. Ou tem sagu ou tem goma de tapioca. Mas enfim, aproveitei que eu tinha um coco seco descascado na geladeira e resolvi me aventurar. Achei a receita da Bela Gil, que eu adoro e, fiz umas pequenas modificações, claro, senão não era eu.  

Ingredientes:

- 500g de tapioca granulada
- 250g de coco seco descascado + água filtrada até completar 1 litro no liquidificador
- 1 xícara de açúcar orgânico
- melado de cana para decorar e servir

Coloque o coco em pedaços no liquidificador e complete com água fervente até a marquinha de 1 litro. Bata muito bem até o coco se desmanchar totalmente. Essa mistura vai ficar como se fosse leite de coco com coco ralado misturado. 
Em um recipiente, coloque a tapioca granulada e o açúcar, misture e, em seguida, acrescente o conteúdo do liquidificador ainda quente. Coloque em forma da sua preferência (passe a forma na água fria antes de colocar a tapioca - não precisa untar). Em seguida, tampe com um pano de prato molhado e deixe descansar até que todo o líquido seja absorvido. 
Quando estiver firme, desenforme e sirva em fatias com calda de melado de cana ou leite condensado. 



Essa é mais uma receita muito gostosa e com ingredientes bem brasileiros e saudáveis :)

terça-feira, 1 de março de 2016

moqueca de forno

Com a faculdade de gastronomia tenho aprendido muitas coisas sobre mim mesma, sobretudo em diferenciar as coisas que me agradam e as que não tenho interesse. É comum na faculdade a gente ter que fazer coisas que não estão dentro da nossa área de interesse. Mas, nas horas livres, posso escolher aquilo que quero pesquisar, estudar e testar na cozinha. 

Tenho a impressão que há muita gente empenhada em obter o título de chef e comandar uma cozinha, gente que almeja ter sucesso e fama na profissão. Mas me parece um mundo de muita vaidade e de acesso bem concorrido. Não que eu esteja acima disso tudo, na verdade acho até que sou bem vaidosa, mas ser uma boa cozinheira, que entende os processos, os ingredientes, que conhece os ingredientes do nosso país, que tem coisas tão maravilhosas, isso me parece ser o que mais me interessa de verdade. Cada vez mais busco aprender sobre os ingredientes e a comida do Brasil e como eles podem ser preparados de uma maneira saudável, com o máximo de ingredientes in natura possíveis. 

Sendo assim, aos poucos se concretiza o meu gosto por comidas do Brasil e alimentação funcional, além de um enorme desejo de entender mais e mais sobre plantas, especificamente as alimentícias, claro.

A receita de hoje é de moqueca, que pode ser de várias coisas.  A moqueca pode ser do que você quiser: de palmito, de caju, de jaca. Tem até moqueca de ovo. O que faz a moqueca ser moqueca é o leite de coco, o dendê, o coentro e os vegetais que vão nela. Essa que fiz foi de peixe e serve duas pessoas. Fazer assim no forno é prático e rápido, perfeito pra dias complicados.

Ingredientes:

- 2 filés de peixe frescos e grandes
- 1 pimentão amarelo pequeno
- 1 tomate grande e maduro em rodelas (ou tomatinhos como estes que ganhei)
- 1 cebola média (usei a roxa)
- 2 colheres de sopa de dendê
- 1/2 xícara de leite de coco
- azeite, sal, pimenta do reino e coentro a gosto

Coloque um fio de azeite no fundo do refratário, disponha a cebola roxa cortada em rodelas, os filés de peixe sobre elas, os demais vegetais em rodelas e o coentro em raminhos. Tempere com sal, pimenta, dendê e regue com o leite de coco. Leve ao forno médio, pré aquecido, envolto em papel alumínio, por 20 minutos. Depois retire o papel alumínio, regue com mais um fio de azeite e deixe mais 10 minutos. Sirva com banana da terra cozida, arroz branco e verduras.

A minha servi com banana da terra, repolho e batatas assadas e arroz. Também vai bem com farofa ;)