quinta-feira, 18 de agosto de 2016

3 receitinhas muito fáceis, veganas e deliciosas pro café da manhã

Hoje estou dando uma passada rápida pra deixar três receitinhas em um post só, já que todas são bem fáceis, mamão com açúcar. E depois, o tempo voa demais, nunca pensei que passar um dia estudando fizesse o tempo passar tão rápido. Estou achando uma delícia!
Estou tentando dividir os meus dias entre estudar, cuidar da casa, plantas, bichos, dar um rolê pela cidade e testar receitas, aliás, acho que as ideias brotam mais do que o tempo que estou tendo pra gastar testando essas ideias. Então, vamos lá com essas receitinhas coringa, que logo vem mais coisa boa e mais caprichada por aí.

❤  Mingau de aveia com cacau

Ingredientes:

-1 copo americano de leite de coco, amêndoa ou outro leite da sua preferência;
-2 colheres de sopa de farelo de aveia; 
-1 colher de sopa de açúcar demerara; 
-1 colher de chá de cacau em pó; 

Misturar tudo e levar ao fogo mexendo sempre até virar um creme. Cobertura opcional de nibs de cacau da Amma Chocolate 
Rende 1 porção.



❤  Creme de abacate com limão siciliano e chia

-1 abacate pequeno
-1/2 limão siciliano espremido
-2 colheres de sopa rasas de açúcar orgânico 
-2 colheres de chá de sementes de chia

Bater todos ingredientes no liquidificador e servir com a chia por cima. Rende duas porções.



❤  Bebida cremosa de banana e leite de coco

-1 banana nanica congelada em cubos
-1/2 copo americano de leite de coco
-nibs de cacau pra decorar (opcional)

Essa receita é muito legal porque você pode aproveitar as bananas maduras, descascá-las, congelar as bananas em rodelas em saquinhos e suas bananas jamais estragarão. Além disso, fica delicioso e nem precisa de açúcar, fica muito saudável e nutritivo. 
Basta bater a banana congelada com o leite de coco até virar uma bebida bem cremosa e decorar com os nibs de cacau (ou castanhas picadas) a gosto. 


Quem não gosta de coisas cremosas? Cremosidade é vida, não? 

Volto em breve com estreia do meu cardápio de bolos, bolinhos e bolões  e mais uma receita muito caprichada e gostosa :)


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

sobre meu momento sabático e uns biscoitinhos aconchegantes

Faz dois anos, em julho de 2014, escrevi um post aqui no blog que dizia "pensando em mudar tudo". E então, poucos meses depois, estava começando o curso de gastronomia, onde já estou no 4º e último módulo. Era fato que não estava feliz no meu emprego, que também nada tinha a ver com a minha outra faculdade. Eu era uma publicitária que nunca trabalhou como publicitária, uma assistente administrativa mediana, dessas que faz de tudo um pouco, desde café até secretariar o patrão nas suas coisas pessoais. Estava estável na firma, sendo pessoa confiável do patrão, e só. É, eu falo patrão e firma e várias pessoas tiram um sarro disso (risos).
Bom, o fato é que nesses dois anos, comecei a pensar, pensar, tomar mais contato com as coisas que de fato gosto e pah! Ficou insustentável de continuar a fazer aquele trabalho tão estável, que me sustentou por 10 anos. Sou imensamente grata por isso, mas chegou a hora de andar com as minhas pequenas pernas para outra freguesia, como diria dona Rosita.
E assim foi que chutei o balde e larguei meu emprego (ou melhor, pedi pro patrão me dar o chute no balde) pra me relacionar com o mundo através da minha comida. Acho que meu terapeuta diria que é um grande avanço, achar um modo de me relacionar melhor com o mundo e finalmente tomar alguma atitude nessa vida. E, apesar de muita gente achar que eu estou piradona, de fazer isso em plena crise, há muito tempo não me sentia tão livre e tão bem. Com frio na barriga, é verdade, mas com um monte de possibilidades pela frente.
Estou afrouxando a gravata, me dando de presente este mês de folga, de andar por aí e ver a cidade de dentro do ônibus, de ir a lugares que nunca tinha tempo pra ir. Também pretendo fazer alguns cursos, neste mês e no próximo.
E agora, pensando ainda mais um bocado, olhei pra este caderno de receitas que era da minha mãe, que deve ter uns 30 e poucos anos, me lembrei que, desde muito pequena, sempre fui dada a ficar rodeando a cozinha e virar as páginas desse caderno. Algumas vezes, sábado a tarde, depois de passar lustra móveis na mobília da sala, assistindo Chacrinha, minha mãe me deixava escolher uma receita e ajudar a preparar um bolo. Eu me lembro de prestar atenção a muitas coisas que ela fazia, o cheiro do fermento de pão, da abóbora cozida que ela colocava na massa da broa, do bolinho de abobrinha frito que era simplesmente divino, de ficar pendurada na cozinha dela e da minha querida vó postiça que morava ali na casa ao lado (e que logo terá um post aqui só dela) e das delícias que ela preparava. 

Então, talvez eu só esteja retomando a minha essência, de voltar a me lembrar de quem eu sou e do que eu gosto.

Eu dedico esse post ao amor da minha vida, a outra canceriana desta casa, Carla. Sem o seu apoio, essa minha nova jornada não seria possível. Obrigada por me dar coragem e querer me ver livre e feliz.

E agora uma releitura dos Biscoitinhos do João

Essa letra no caderno deve ser a minha letra quando eu tinha uns 12 anos e o João era amigo da minha irmã. Sim, era um caderno com colaborações diversas. :)


Esse biscoito é como uma goiabinha só que a massa é mais leve, bem macia e leve. Na minha versão, usei bananada ao invés de goiabada e um toque de canela. Também usei leite de coco ao invés de leite e não descartei as claras. Ou seja, segue a receita remodelada, que acabou rapidíssimo, apesar de dar vários biscoitos:

- 250 g de farinha de trigo
- 100 g de manteiga
- 1/2 copo de açúcar orgânico
- 1 colher de café de canela em pó
- 2 ovos inteiros 
- 1 colher de chá de fermento em pó
- leite de coco até dar ponto (aprox.1/4 de copo)
- óleo de coco para untar as assadeiras

Bater os ovos com o açúcar, acrescentar a manteiga derretida, a farinha, a canela e o fermento. Bater bem numa batedeira pra massas pesadas ou amassar com as mãos, colocando o leite de coco conforme a necessidade, até que a massa fique lisa e homogênea. Ela deve ficar uma massa lisa, levemente "grudenta" mas não pegajosa demais. Você deve fazer bolinhas bem pequenas com as mãos untadas com óleo de coco e colocá-las nas assadeiras. Em cima de cada bolinha coloque um pedaço de bananada (ou outro doce) e afunde esse pedaço de bananada com o dedo na massa do biscoitinho. Leve ao forno médio pré aquecido por aproximadamente 25 minutos. Olhar de vez em quando pois a potência do forno pode variar esse tempo. O biscoito deve ficar bem sequinho e com uma fina crosta por baixo. Espere esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro com canela em pó misturada (1 colher de café de canela para 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro).



Esses biscoitos ficaram puro aconchego. Há quem chame isso de "confort food" mas, como prefiro sempre palavras em português, chamo de comida aconchegante mesmo :)


Até breve.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

hambúrguer de ervilha com shitake

Quem acha que hambúrguer vegetariano não pode ser bom, precisa experimentar esse. No geral, todos os hambúrgueres que são feitos com cogumelos e leguminosas ficam bem gostosos.
Por falar nisso, a soja é algo que tem ficado cada vez mais ultrapassado no cardápio dos vegetarianos. Quando analisamos um pouco mais a fundo, a proteína texturizada de soja, presente em vários hambúrgueres, é resultado de um processo industrial que modifica muito as propriedades do ingrediente. Ingrediente esse que tem sido produzido em larga escala através de sementes transgênicas e muito agrotóxico. Por isso, aquela coisinha texturizada de soja não deve ser muito boa e você pode usar muitas outras coisas no seu lugar.

Ingredientes:

- 250 g de ervilhas frescas cozidas em água e sal 
- 6 unidades de cogumelos shitake previamente hidratados em fundo de legumes
- 2 colheres de sopa de farinha de banana verde 
- 1/2 cebola em brunoise (o menor cubo)
- 2 colheres de sopa de azeite
- salsinha e cebolinha a gosto
- sal e pimenta do reino a gosto
- cominho moído (opcional)

Cozinhe bem as ervilhas, amasse-as com um garfo e reserve.
Hidratar os cogumelos em caldo de legumes quente por 2 horas, espreme-los bem e cortar em brunoise.
Em uma panela, refogue a cebola com o azeite e, em seguida, acrescente os cogumelos picados,  os demais temperos,  as ervilhas amassadas. Desligar o fogo, acrescentar a farinha e misturar muito bem, até formar uma massa homogênea. 
Forrar uma bandeja com papel manteiga e pincelar um pouco de óleo.
Com a ajuda de um aro de metal, moldar os hamburgueres sobre a folha de papel manteiga, pressionando-os bem com as mãos, para que fiquem prensados e que se possa retirar o aro de cada um deles.
Leve-os ao freezer nessa bandeja para que endureçam um pouco antes de fritar. Quando estiverem firmes já podem ser fritos ou grelhados com um fio de óleo de girassol. 
Para guardar-los congelados, basta esperar que congelem ainda na bandeja e depois de congelados, basta guardar como preferir, num pote plástico ou em saquinhos individuais para congelados. 





Obs:
- você pode usar shitake desidratado, como eu fiz aqui, ou fresco, caso encontre com facilidade;
- as ervilhas, usei das congeladas;
- usei a farinha de banana verde pra dar liga pois a minha ideia era fazer um hambúrguer sem glúten e funcional, mas ela pode ser substituída pela farinha de trigo sem problemas;
-Na segunda foto, servi o hambúrguer com creme de taioba, uma versão do creme de espinafre, só que com taioba, minha nova paixão :) 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

pudim de iogurte e coco com calda de frutas e cachaça

 Olá!

Conforme prometido no meu post anterior, aqui estou com a receita do pudim que fiz com o kefir.

Esse pudim é uma dessas receitas bem simples, que qualquer pessoa pode fazer rapidinho e surpreender, porque fica delicioso. Então, se você marcar um jantar de última hora, é uma ótima pedida.

Ingredientes do pudim:

-1 lata de leite condensado 
-3 copos de iogurte natural integral (firme) ou coalhada
-3 colheres de sopa de coco ralado
-manteiga para untar a forma

Unte a forma escolhida apenas com manteiga e reserve. Bata os ingredientes do pudim no liquidificador até que fique bem homogêneo. 
Se você for usar o iogurte de kefir, deixe-o escorrer o soro (no pano) por pelo menos duas horas, lembre-se que seu iogurte deve ser firme.
Leve o pudim ao forno, na forma escolhida e previamente untada, por exatamente 15 minutos, se possível, contados no timer. O forno deve estar pré aquecido a 180º/ 190º.
Passados os 15 minutos, retire do forno e leve para a geladeira.

Ingredientes da calda:

-5 figos
-10 morangos
-1/2 xícara de açúcar demerara
-1/2 xícara de água
-1/2 dose (onça) de cachaça 

Cortar as frutas em cubos pequenos, levar ao fogo com os demais ingredientes. Quando a calda engrossar e as frutas estiverem cozidas, acrescentar a cachaça e inclinar levemente a frigideira para a calda flambar. Ferver por mais 2 minutos e desligar. Deixar esfriar e servir sobre os pedaços de pudim.




quarta-feira, 22 de junho de 2016

como cuidar do seu kefir e o que fazer com ele

Muito bem, você ganhou um kefir. Um kefir é uma colônia de micro organismos, leveduras, que utilizamos para fermentar leite e fazer iogurtes, coalhadas e derivados. O kefir se alimenta da lactose do leite, resultando em um iogurte de ótima qualidade para nosso sistema digestório.
Há muitas instruções na internet sobre como cuidar dele, algumas muito simplificadas, outras muito complicadas, de modo que resolvi criar este tutorial do como eu cuido do meu kefir e o que costumo fazer com ele. 

1- Este é o kefir, ele lembra um pouco uma couve flor. A primeira coisa que você deve saber sobre ele é que nunca deve ser colocado em contato com metais. Dependendo da composição do metal, o kefir morre. Nesse caso, melhor sempre usar peneiras e colheres de plástico ou madeira.


2- Você ganhou o kefir e ele esteve no leite de alguém até ontem. Então, dentro de 3 a 4 dias no máximo, você deve colocá-lo no leite de novo, para que ele se alimente da lactose de novo (isto irá mantê-lo vivo). Prefira colocar no leite tipo A, pasteurizado, em temperatura ambiente. Deixe por dois dias, fora da geladeira, em recipiente semi-coberto, para que entre um pouco de ar. O resultado vai ser um iogurte bem cremoso.


3- Depois desses dois dias de fermentação, você deve coá-lo numa peneira grossa, de modo que o kefir fique separado do iogurte. Nesse momento você pode guardar o kefir na geladeira dentro de um pote bem fechado (foto 1) por até mais 4 dias. E o iogurte já pode ser consumido do modo como quiser.

 

4- Ou você pode colocar esse iogurte em um pano de algodão muito limpo (fervido e bem torcido) dessa forma: coloque o pano sobre a peneira, coloque o iogurte no pano, cubra com um prato e deixe descansar sobre um recipiente qualquer onde possa cair somente o soro do seu iogurte.


5- Um dia depois de escorrido, ele estará bem reduzido e é nesse momento que amarramos o pano com um barbante e o prendemos ao cabo da colher para que ele possa ser apoiado sobre o recipiente e escorrer por mais um dia ou dois.


6- O resultado será como um chancliche, só que um pouquinho mais azedo, delicioso pra passar no pão, torrada e afins. E você pode temperar com sal rosa, pimenta moída na hora, azeite, ou o que mais achar gostoso. Aqui na foto ele aparece do jeitinho que saiu do pano:


E agora, algumas formas bem gostosas de consumir. Exemplos:

Batido com morangos, mel e servido com banana e nibs de cacau.




No pudim de iogurte com coco (receitinha em breve!)



Observações:

-sempre guarde o seu kefir em geladeira por até 4 dias (fora do leite);

-se estiver ficando muito "gosmento" você pode lavá-lo com água mineral (ou sem cloro). Coloque-o na peneira e lave delicadamente. Porém, faça isso somente na hora em que for colocá-lo dentro do próximo leite. Se for guardar na geladeira, guarde com os resíduos do seu último iogurte mesmo, assim, ele vai tendo mais um pouco de alimento pra ir consumindo.


terça-feira, 14 de junho de 2016

arroz doce cremoso com suspiro

Um dia eu estava folheando um livro de receitas que alguém me mostrou e vi uma receita que se chamava "arroz doce à moda antiga". Dessa receita, a única coisa que me lembro e que me chamou muito a atenção, foi o fato de se colocar suspiro em cima do arroz doce e levar ao forno para dourar.
Acho que essa receita ficou na cabeça de certo modo e que outras influências como o arroz doce que minha tia Elsa fazia e o que costumo comer lá no indiano vegetariano Gopala, acabaram por resultar neste meu arroz doce. 

Vamos então à esta receita cremosa, perfumada e que pode ser servida quente ou fria, que eu chamo de "arroz doce cremoso com suspiro".

Ingredientes:

- 2 xícaras de chá de arroz agulhinha
- 2 sementes de cardamomo
- água suficiente para cozinhar o arroz (aprox 3 e 1/2 a 4 xícaras  de água)
- 2 gemas
- 2 claras
- 200 g de creme de leite leve (ou natas)
- leite a gosto (coloquei mais ou menos 200 ml)
- raspas de 1 limão siciliano pequeno
- 5 colheres de sopa de açúcar orgânico

Modo de fazer:

Coloque o arroz para cozinhar com água fria, sem lavar e com as sementes de cardamomo abertas para que as sementinhas de dentro saiam e perfumem o arroz. 
Enquanto isso, separe as gemas das claras e coloque as gemas sobre uma peneira para que escorram lentamente em um recipiente (fure a película das gemas para que elas escorram mais facilmente). Gemas passadas na peneira, misture a elas o creme de leite e reserve.
Quando o arroz estiver cozido, porém não com os grãos abertos, é hora de acrescentar a mistura de creme de leite e gemas e mais o açúcar. Misture bem em fogo baixo e na sequência acrescente o leite. O leite vai depender de quanto caldo você deseja no seu arroz doce. Mas eu creio que entre 150 a 200 ml ele vai ficar perfeito.
Deixe ferver mais 5 minutinhos em fogo muito baixo e desligue.
Coloque o arroz doce em cumbucas que possam ir ao forno. Ou numa travessa só, se preferir.
Bata as duas claras em neve com  uma pitada de sal marinho. Quando estiverem em ponto de neve, acrescente duas colheres de sopa de açúcar orgânico e bata até o ponto de suspiro. Misture as raspas de limão siciliano quase no final. Disponha sobre o arroz doce que você deixou esfriando nas cumbucas e leve ao forno médio até dourar (aproximadamente 20 minutos, depende do seu forno). 
Rendimento: 6 porções bem servidas. 

Obs: 
- eu prefiro sempre ovos orgânicos ou caipira (ovos de galinha feliz);
- também prefiro açúcar orgânico cristal;
- o leite eu prefiro do tipo A pasteurizado, aqueles de garrafinha ou saquinho;
- e nunca cozinho o arroz direto no leite, embora aquele cozinheiro Olivier faça assim e pareça dar super certo, acredito que é muito mais difícil conseguir acertar o ponto do cozimento do arroz ;) 




quarta-feira, 8 de junho de 2016

bolos, bolinhos e bolões

Correria muito grande. O blog anda um pouco abandonado de novo. Mas essa coisa de faculdade, mais trabalho, mais casa pra cuidar, mais seis bichos fofos, mais a vida nossa em si, não é mole mesmo. Então, logo logo eu vou fazer umas mudanças. Uma cara nova aqui no blog, uma mudadinha ali no instagram, um projeto novo que vai começando a tomar forma bem devagarinho. É só isso que posso dizer por enquanto. Em breve, pra me ajudar a segurar a onda dos novos projetos: bolos, bolinhos e bolões. ❤️



terça-feira, 29 de março de 2016

tofú assado picante da Carla

Olá,
Esse tofú era pra ser postado antes da páscoa, pois ele ficaria lindo fatiado e disposto num refratário comprido com um molho agridoce por cima. Seria uma ótima pedida para um cardápio festivo vegetariano. A Carla foi a inventora desse tofú que é super fácil e fica muito delicioso.

O resultado é uma casquinha picante por fora e sabor suave por dentro e a textura fica bem bacana. Principalmente se, assim como eu, normalmente você acha o tofú meio "aguado" (não sei se a palavra é bem essa). 

Bom, vamos à receita:

- 1 tofú inteiro
- 5 dentes de alho
- shoyu e azeite a gosto
- páprica picante ou pimenta (ou os dois) a gosto
- 1 colher de chá de gengibre ralado 
- cebolinha para decorar
- manteiga (opcional)

Faça uma mistura de shoyu, gengibre ralado, azeite, pimenta dedo de moça macerada ou páprica picante. Corte em lâminas ou esprema os dentes de alho e junte à marinada. Deixe o tofú de molho nessa marinada e vá virando para que ele pegue o sabor de todos os lados.

O shoyu e a pimenta vão depender de quanto salgado e quanto apimentado você vai querer o seu tofú.
O tofú é um alimento que demora para pegar gosto e ele vai ficar forte só na casquinha, lá no meio vai ficar bem suave. Então, nossa dica é, caprichar no tempero!

Levar ao forno em assadeira untada com azeite ou manteiga. Se o seu estiver com muito líquido da marinada, retire um pouco, coloque apenas um centímetro e reserve o restante para regar se necessário. Você pode acrescentar um pouco de manteiga também, na hora de ir pro forno, algo como uma colher de chá  (1ª foto).  

No forno, 40 minutos devem bastar para ele ficar pronto (2ª foto). 






nham, deu uma fome!

quarta-feira, 9 de março de 2016

cuscuz de tapioca com leite de coco caseiro

Um sábado desses eu levantei com vontade de bater perna lá na zona cerealista, então fui num empório daqueles que vende um milhão de coisas a granel, na rua Santa Rosa, e comprei tudo o que podia carregar. E voltei pela Rua 25 de março, num calor típico de verão às 13h, andando até o metrô São Bento, com a minha sacola tão cheia que ficava mais pesada a cada quarteirão, mas cheia de animação de cozinhar aquelas coisas todas. 
O caso é que lá encontrei a tapioca de bolinhas, que tanto tenho ouvido falar, as bolinhas que são menores que as do sagu e maiores que as de goma de tapioca. Elas não são muito comuns nos supermercados, ou pelo menos eu nunca vi. Ou tem sagu ou tem goma de tapioca. Mas enfim, aproveitei que eu tinha um coco seco descascado na geladeira e resolvi me aventurar. Achei a receita da Bela Gil, que eu adoro e, fiz umas pequenas modificações, claro, senão não era eu.  

Ingredientes:

- 500g de tapioca granulada
- 250g de coco seco descascado + água filtrada até completar 1 litro no liquidificador
- 1 xícara de açúcar orgânico
- melado de cana para decorar e servir

Coloque o coco em pedaços no liquidificador e complete com água fervente até a marquinha de 1 litro. Bata muito bem até o coco se desmanchar totalmente. Essa mistura vai ficar como se fosse leite de coco com coco ralado misturado. 
Em um recipiente, coloque a tapioca granulada e o açúcar, misture e, em seguida, acrescente o conteúdo do liquidificador ainda quente. Coloque em forma da sua preferência (passe a forma na água fria antes de colocar a tapioca - não precisa untar). Em seguida, tampe com um pano de prato molhado e deixe descansar até que todo o líquido seja absorvido. 
Quando estiver firme, desenforme e sirva em fatias com calda de melado de cana ou leite condensado. 




Essa é mais uma receita muito gostosa e com ingredientes bem brasileiros e saudáveis :)

terça-feira, 1 de março de 2016

moqueca de forno

Com a faculdade de gastronomia tenho aprendido muitas coisas sobre mim mesma, sobretudo em diferenciar as coisas que me agradam e as que não tenho interesse. É comum na faculdade a gente ter que fazer coisas que não estão dentro da nossa área de interesse. Mas, nas horas livres, posso escolher aquilo que quero pesquisar, estudar e testar na cozinha. 

Tenho a impressão que há muita gente empenhada em obter o título de chef e comandar uma cozinha, gente que almeja ter sucesso e fama na profissão. Mas me parece um mundo de muita vaidade e de acesso bem concorrido. Não que eu esteja acima disso tudo, na verdade acho até que sou bem vaidosa, mas ser uma boa cozinheira, que entende os processos, os ingredientes, que conhece os ingredientes do nosso país, que tem coisas tão maravilhosas, isso me parece ser o que mais me interessa de verdade. Cada vez mais busco aprender sobre os ingredientes e a comida do Brasil e como eles podem ser preparados de uma maneira saudável, com o máximo de ingredientes in natura possíveis. 

Sendo assim, aos poucos se concretiza o meu gosto por comidas do Brasil e alimentação funcional, além de um enorme desejo de entender mais e mais sobre plantas, especificamente as alimentícias, claro.

A receita de hoje é de moqueca, que pode ser de várias coisas.  A moqueca pode ser do que você quiser: de palmito, de caju, de jaca. Tem até moqueca de ovo. O que faz a moqueca ser moqueca é o leite de coco, o dendê, o coentro e os vegetais que vão nela. Essa que fiz foi de peixe e serve duas pessoas. Fazer assim no forno é prático e rápido, perfeito pra dias complicados.

Ingredientes:

- 2 filés de peixe frescos e grandes
- 1 pimentão amarelo pequeno
- 1 tomate grande e maduro em rodelas (ou tomatinhos como estes que ganhei)
- 1 cebola média (usei a roxa)
- 2 colheres de sopa de dendê
- 1/2 xícara de leite de coco
- azeite, sal, pimenta do reino e coentro a gosto

Coloque um fio de azeite no fundo do refratário, disponha a cebola roxa cortada em rodelas, os filés de peixe sobre elas, os demais vegetais em rodelas e o coentro em raminhos. Tempere com sal, pimenta, dendê e regue com o leite de coco. Leve ao forno médio, pré aquecido, envolto em papel alumínio, por 20 minutos. Depois retire o papel alumínio, regue com mais um fio de azeite e deixe mais 10 minutos. Sirva com banana da terra cozida, arroz branco e verduras.

A minha servi com banana da terra, repolho e batatas assadas e arroz. Também vai bem com farofa ;)






terça-feira, 26 de janeiro de 2016

tabule de quinoa


 Adoro essa salada que é muito refrescante e combina demais com o verão. E, se você, por alguma razão, quer ou precisa substituir o trigo do tabule, quinoa é o ideal. Caso tenha interesse, a internet está repleta de artigos sobre os nutrientes da quinoa, que não são poucos. Ela é rica em proteínas e aminoácidos essenciais e, entre outras muitas coisas, é antioxidante e ajuda a aliviar os sintomas de tpm. 

Tradicionalmente, o tabule é feito com pepino e tomate. Só que na minha versão de tabule eu coloco também pimentão verde. Caso você encontre o amarelo, melhor ainda, assim seu tabule vai ficar mais colorido.


Ingredientes:

- 1 xícara de quinoa em grão 
- 1 tomate grande sem sementes em brunoise (o menor cubo)
- 1/2 pimentão verde ou amarelo em brunoise 
- 1 pepino pequeno sem sementes e com casca em brunoise
- 1 cebola pequena em brunoise
- 1/2 xícara de salsinha picada
- 1/2 xícara de hortelã picada
- suco de 1 limão
- 1/2 xícara de azeite extravirgem
- sal moído (marinho) a gosto

Cozinhar a quinoa em água e pouco sal por 18 a 20 minutos em fogo baixo.
Escorrer bem, espremer contra uma peneira para retirar toda a água.
Em uma tigela, misturar todos os ingredientes com a quinoa menos o limão e azeite.
Misturar bem, salgar a gosto e regar com o azeite e o limão na hora de levar à mesa, misturando novamente. 




Aqui na segunda foto, puro amor: nossas próprias alfaces que cresceram em vasos na nossa horta urbana :)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

pão de abóbora

Pão é uma das coisas que eu mais amo fazer, é algo que mexe com as lembranças da minha infância relacionadas a coisas gostosas, confort food total. E uma delas é a broa de abóbora da minha mãe, dona Rosita, que já dei a receita AQUI. Esse pão que vou ensinar hoje, nada mais é do que uma versão salgada da broa de abóbora.

Ingredientes:

-500 g de farinha de trigo + 2 colheres de sopa
-aprox. 300gr de abóbora (1 prato de sopa cheio de abóbora cozida e amassada) 
-água do cozimento quanto baste
-5 colheres de sopa de azeite
-1 colher de sopa de açúcar
-1 envelope de fermento biológico seco 
-1 colher de chá de sal 

Prepare o fermento:

Em um recipiente pequeno coloque: as 2 colheres de sopa de farinha de trigo, o fermento biológico, o açúcar e 4 colheres de sopa da água do cozimento da abóbora ainda morna. Misture bem, tampe bem e coloque em algum lugar abafado por 15 minutos.

Prepare o pão:

Num recipiente grande ou numa superfície de pedra, coloque os 500 g de farinha, misture o sal. Faça uma cova no meio, coloque a abóbora e o fermento reservado que deve ter crescido e ficado aerado. Vá misturando bem e amassando (sovando) até que a massa fique bem homogênea. Além da abóbora amassada, pode ser que precise colocar mais um pouco de água. Utilize essa água ainda morna, para que o calor ajude o fermento a fazer efeito. O ponto da massa é macio e sem grudar nas mãos, se notar que ficou grudenta, significa que colocou água demais e, para corrigir, basta colocar mais um pouco de farinha. 

Quando a massa estiver bem sovada e lisa, coloque essa bola de massa em uma grande tigela e passe azeite nela toda para que não resseque. Cubra com um pano e coloque no forno previamente aquecido, porém desligado. Você vai aquecer o forno por uns cinco minutinhos e desligar, para fazer uma estufa pra esse pão crescer.

Após uma hora, a massa deverá estar com o tamanho dobrado e então é hora de dar o formato desejado, rechear, dividir em vários pãezinhos, ou o que sua imaginação mandar. Dado o formato desejado, polvilhe farinha na assadeira, coloque os pães com espaço de 4 dedos entre eles e deixe-os no forno desligado por mais 15 minutos, eles irão crescer mais um pouquinho! 

Por fim, asse-os em forno médio por cerca de 30 minutos, sempre observando as variações de forno pra forno.

Considerações:

- as 4 colheres de sopa de água podem não ser suficientes para formar um "creme" com o fermento e a farinha, então, coloque o que julgar necessário, pois sempre faço isso à olho e acabo não medindo ;)

- caso queira uma casquinha bem tostada, você pode passar azeite ou manteiga em toda superfície do pão um pouco antes de assar e aí você deixa ele um pouco mais de 30 minutos (uns 40/45 min) mesmo que forme uma casquinha escura embaixo dele;

- caso não queira o pão com muita casca, você pode simplesmente polvilhar farinha e não ultrapassar muito os 30 minutos de forno;

-você pode adicionar grãos ao seu pão, grãos de girassol são uma boa combinação com abóbora :)




Versão recheada do pão de abóbora por Carla (a outra canceriana cozinhadeira):

Ingredientes do recheio:

- 2 tomates em cubos sem sementes
- 1 cebola grande em cubos
- 8 dentes de alho em lâminas
- 2 ramos de manjericão fresco
- azeite para refogar
-  um punhado de queijo parmesão em lascas 

Refogue a cebola, o alho e os tomates com azeite até que a cebola fique transparente. Acrescente as folhas de manjericão fresco, as lascas de parmesão, misture e recheie o pão. Siga as demais instruções acima para finalizar o pão. 





E se sobrar pão, que tal um croque monsier ou um croque madame? Já falei dele bem AQUI.
Essa versão foi feita com recheio de ricota defumada, espinafre e muçarela, além do molho bechamel. Tradicionalmente ele é feito com brioche, queijo gruyère e presunto. 






terça-feira, 29 de dezembro de 2015

feijão de corda com camarão, dendê, leite de coco e coentro

É tempo deste feijão, lindo de morrer, se achar fresco nos camelôs de frutas, por aqui mesmo, bem no meio da psicodélica Sampa. 
E o que podemos fazer com ele? Bom, além de baião de dois vegetarianofarofa de feijão verde (e tenho certeza que muitas outras coisinhas mais) ele fica delicioso, assim, com camarão, dendê, leite de coco e coentro.

Vamos à receita:

Ingredientes:

-1 maço de feijão verde (de corda) fresco
-1 folha de louro
- azeite de oliva

-400 gramas de camarão limpo 
-1 cebola média em cubos
-1 tomate maduro em cubos pref. concassé (sem pele e sem sementes)
-4 dentes de alho
-3 colheres de sopa de azeite de dendê (aproximadamente)
- pimenta de cheiro (ou cambuci) à vontade em brunoise (o menor cubo)
-1/2 pimenta dedo de moça em brunoise (o menor cubo)
-150 ml de leite de coco
- sal a gosto
-muito coentro* 

*usei cerca de 1 xícara de coentro picado, mas, isso vai do quanto você gosta de coentro :)

Descasque o feijão, escolha e lave. Cozinhe-o com um fio de azeite, a folha de louro e um pouco de sal. Cozinhei o meu na pressão por 30 minutos com o nível de água 4 dedos acima dos feijões. 
Espere sair a pressão, verifique se estão cozidos e reserve.

Em uma panela quente, coloque o azeite de dendê, a cebola, o alho, as pimentas, o tomate e, por último os camarões. Deixe refogar bem até que os camarões soltem líquido e cozinhem nesse líquido.
Acrescente o feijão com uma escumadeira, mas não jogue fora o caldo em que foi cozido. 
Em seguida, acrescente o leite de coco, verifique o sal e deixe ferver por aproximadamente 10 minutos, para que o caldo fique bem apurado. 
Caso seja necessário, você pode acrescentar um pouco do caldo do cozimento do feijão também. Eu devo ter acrescentado uma ou duas conchas dele.
Quase antes de desligar, acrescente o coentro e então sirva com arroz fresquinho ou farofa.

Essa receita foi inspirada na dica da Neide Rigo do blog Come-se, que é incrível! 





E que venha 2016. Feliz ano novo! :)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Risoto da floresta e "os mandamentos do bom risoto"

 Essa receita, é uma das que mais gostei de todos os risotos que preparamos na faculdade. É de autoria do professor Chef Aldo Alves. É uma receita lacto vegetariana muito deliciosa e ótima pra receber amigos. Alias, todas as receitas de risotos são muito legais pra receber amigos, porque você faz todo o mise en place (deixa tudo separado e cortado nos potinhos), toma uma cervejinha ou um drink com os amigos e, na hora certa, vai pro fogão finalizar o preparo. 

Bom, antes da receita, vamos à algumas dicas que são tipo os "mandamentos do bom risoto":

- Use de preferência arroz tipo italiano.
- Nunca lave-o.
- Faça um bom fundo de legumes.
- Cozinhe o arroz em fogo alto.
- Acrescente aos poucos o caldo do cozimento.
- Mexa de vez em quando para não grudar.
- O risoto deve estar úmido e o arroz al dente.
- Sirva quente.

RISOTO FORESTIERE 
Autor: Aldo Alves

Ingredientes:
250 g de arroz arbóreo
1 litro de fundo de legumes
1/4 de cebola em brunoise (o menor cubo)
250 ml de vinho branco seco
50 g de queijo parmesão ralado
15 ml de azeite de oliva extravirgem
80 g de manteiga
100 g de cogumelos shitake frescos
100 g de aspargos verdes frescos
50 g de cogumelos shimeji  frescos
Sal a gosto

MODO DE PREPARO 

Faça o fundo de legumes que ensinei no post anterior, ele fará grande diferença.
Numa panela aqueça metade da manteiga e o azeite. Acrescente os cogumelos e os aspargos, e refogue por 5 minutos, misturando de vez em quando. Retire-os com uma escumadeira e reserve.
 Na mesma panela, derreta a manteiga restante, junte o arroz e deixe-o tostar por 4 minutos, mexendo sempre. 
Adicione o vinho e deixe evaporar.
Despeje 1 concha de caldo fervente e deixe o arroz cozinhar, mexendo de vez em quando, e adicionando as conchas de caldo quando a anterior estiver sido absorvida.
Depois de 10 minutos, acrescente os cogumelos e aspargos ao arroz. Misture bem e ajuste o sal.
Cozinhe por mais 5 minutos, incorpore o queijo ralado e desligue o fogo.

A presença do cogumelo pede a companhia de um vinho tinto frutado e de sabor acentuado, preferencialmente envelhecido em madeira como o cabernet sauvignon.



Minhas considerações:

- Procure comprar, num sacolão perto de você, brotinhos como esses que usei pra enfeitar e que ficam muito gostosos misturados ao arroz. Esses aqui foram os brotinhos de acelga.

- Você também pode usar outros cogumelos, nesse dia, tinha comprado cogumelos paris e shimeji e foram esses que usei.

- Com essa receita você pode fazer vários risotos, basta fazer o mesmo processo só que substituindo os aspargos e cogumelos pelo que quiser. Ex: alho poró, tomatinhos uva, palmito, peras e gorgonzola (no lugar do parmesão), etc.

O primeiro risoto feito no mundo foi o risotto alla milanese, de açafrão e queijo. Inspirada nesse risoto eu fiz o de açafrão com alho poró e parmesão, que ficou bem bom também.



fundo de legumes

Assim como o fundo de peixe, ele é base pra várias receitas. Inclusive, o fundo de legumes é o mais versátil de todos e base pra vários risotos, que são nosso objetivo aqui, já que o próximo post será sobre risotos. 

Veja só como é fácil fazer e, caso ainda não tenha abolido o "caldo de legumes" industrializado (aquele cubinho horroroso que devia ser abolido da face da terra), faça esta receita e me conte. O aroma e sabor são deliciosos, é fácil de fazer e suas comidinhas ficarão ainda mais saborosas. 

Ingredientes:

- 100 g de cebola, 50 g de cenoura, 50 g de salsão (essa combinação se chama Mirepoix e é considerada um aromático usado em vários fundos)
- 1 colher de sopa de azeite
- 2 a 2,5 litros de água fria 
- 1 bouquet garni - faça um bouquet com folha de louro, ramos de salsa, alho poró, tomilho e salsão e amarre com barbante

Numa panela funda, sue a cebola, o salsão, o alho poró com o azeite. Acrescente a água e o bouquet garni. Leve ao fogo.
Como sempre me esqueço de comprar o barbante, eu não amarrei o meu bouquet, simplesmente coloquei as ervas direto na panela. Mas isso não é problema, já que você irá coar tudo no final. 
Deixe ferver por 30 a 40 minutos em fogo muito baixo, de modo que forme apenas leve ondulação na superfície da água. Coe e utilize ou congele em porções.
Utilize em risotos, sopas, ensopados, etc.